HÁ MAIS DE SEIS DÉCADAS vereadores de Pilar do Sul criaram um tipo de paternalismo que continua sendo praticado atualmente. Pessoas da camada dos menos favorecidos procuram vereadores na Câmara de Vereadores, nas empresas onde os edis trabalham, ou na casa deles, e pedem dinheiro para pagar consumo de água, energia, cesta-básica de alimento e até passagem para visitar familiar privado de liberdade (em cadeia). Muitos pedintes fazem isso não por necessidade; é o habito de pedir, e são reconhecidos que fazem isso há anos.
Esse tipo de paternalismo barato aumentou tanto, que gerou incômodo aos atuais vereadores. A maioria dos edis procura maneira para livrar-se dos pedintes, porém, enfrenta dificuldade e acaba cedendo.
Aja dinheiro para atender tanta gente. Quem preside a Câmara recebe (bruto) subsidio R$ 5.208 reais; os demais vereadores recebem (bruto) R$ 3.720; nas duas situações aplica-se redução de 12% do INSS: a presidência recebe líquido R$ 4.946 e os outros ficam com R$ 3.298 reais (liquido).
Solução
Para acabar com isso os vereadores precisam deixar de atender os pedidos e informar aos pedintes que a função do vereador não é fazer assistência social. Orientá-los a bater à porta da Promoção Social, que é um braço do governo municipal, e além de critérios de triagem para identificar o perfil de quem necessita de assistência, ainda tem verba destinada ao atendimento das demandas.
Quem viver verá
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